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Investigação: Bactéria Leptospira foi encontrada em roedores na Suécia

Notícias 23-11-2015 11:47

A Universidade de Uppsala, na Suécia, conduziu um novo estudo com a colaboração da Anticimex Neste estudo, foram examinados ratos que se reproduzem nas imediações das populações, em três grandes cidades suecas. Pela primeira vez, desde 1930, investigadores encontraram ratos que possuem anticorpos contra o subtipo mais grave da Leptospira, a bactéria que pode causar doenças graves em humanos. No entanto, a Leptospira não é única na Suécia. Relatórios de outros países como a Dinamarca, Irlanda, Portugal e Alemanha mostram que esta bactéria se encontra a aumentar na Europa.

Estatísticas mostram que o número de roedores se encontra a aumentar na Suécia. Ao mesmo tempo, existe falta de conhecimento acerca de quais os microorganismos que os ratos nativos da Suécia transportam que podem causar doenças em humanos. Assim, uma equipa de investigadores da Zoonosis Science Center (IMBIM), da Universade de Uppsala, tem vindo a conduzir um projeto de investigação com o objetivo de identificar quais os microorganismos infetados que os ratos suecos podem transmitir a humanos. 

Um total de 30 ratos de Estocolmo, Gotemburgo e Malmo foram analisados para anticorpos Leptospira usando o reconhecido método MAT (Microscopic Agglutination test - Teste de aglutinação microscópica). Os ratos foram recolhidos por técnicos da Anticimex nas imediações das populações, nomeadamente, apartamentos, cafés e centros comerciais.

- Começámos por procurar Leptospira, uma bactéria encontrada em 300 variantes diferentes, muitas delas podem sser muito perigosas para os seres humanos, afirma Tanja Strand, investigadora no Zoonizis Science Center da Universidade de Uppsala.

Dos ratos analisados, 13% testaram positivo para as variantes mais graves da bactéria Leptospira. Nos piores casos, pode levar a meningites ou Leptospirose, também conhecida pela doença de Weil. A doença de Weil tem uma taxa de mortalidade de 5 a 10%.

- Na Suécia, nos tempos modernos, tem existido, ocasionalmente, doentes infetados com a bactéria Leptospira. Esta nova descoberta nos ratos pode indicar que a Leptospirose está em crescimento na Suécia, afirma Tanja Strand.

Contudo, a bactéria Leptospira não é exclusiva da Suécia. Relatórios de países como Dinamarca, Irlanda, Portugal e Alemanha, mostram que a Leptospira pode estar em crescimento na Europa. Um relatório da Dinamarca, mostrou que 63% (74 pessoas) de 118 pacientes infetados com Leptospira, desenvolveu a doença de Weil e, dessa percentagem, 7% (5 pessoas) morreram em virtude da doença.

- O facto de transportadores de Leptospira se encontrarem no meio das populações é um dado novo e preocupante, afirma Thomas Persson Vinnersten, Biologista na Anticimex. Mais ainda, as estatísticas mostram que o número de roedores está a aumentar e cada vez mais resistentes a rodenticidas. Este facto cria necessidades urgentes de novos métodos no pest control.

Juntamente com a Anticimex, a equipa de investigadores da Zoonosis Science Centre vai agora expandir a sua investigação, por forma a incluir roedores de mais cidades e outras infeções transmitidas através de ratos. O objetivo é continuar a estudar a gravidade da ameaça que os ratos trazem para a saúde pública.

- Por forma a reduzir os riscos das pessoas serem infetadas com doenças graves, é importante sensibilizar as populações sobre a capacidade dos roedores propagarem patógenos e encontrar métodos eficazes para reduzir o risco de infeção, conclue Thomas Persson Vinnersten. 

Para mais informação, contacte: 

Thomas Persson Vinnersten

Biologista, Anticimex

Telefone: +46 70 572 76 05

Email: thomas.persson.vinnersten@anticimex.se 

Tanja Strand

Investigadora e coordenadora, Zoonosis Science Center

Departamento de Bioquímica Médica e Microbiologia (IMBIM), Uppsala University

Telefone: +46 70 358 59 12

Email: tanja.strand@imbim.uu.se

Leia mais sobre este estudo no Relatório da Anticimex:

Swedish rats – an increasingly major threat to public health?

Atualizado: 01-03-2016 11:49

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